A Taça dos Clubes Campeões Europeus está de regresso!



Quase em “segredo”, eis que Castellon (Espanha) recebe a 45ª edição (em masculinos, 39ª em femininos) da Taça dos Clubes Campeões Europeus em pista, ao ar livre, competição que não se realiza desde 2019. 

Uma vez mais Portugal vai estar presente nesta competição, que em determinada altura foi cooptada pela European Athletics, que foi depois suspensa, devido a pressões internas no seio da associação europeia, e agora volta praticamente ao formato de origem com os clubes a tomarem conta da competição (ainda que apadrinhados pela EA).

A presença portuguesa está assegurada pelas equipas feminina e masculina do Sporting Clube de Portugal, campeões em título, que estão num leque de 24 equipas de 17 clubes, em representação de 12 países. 

Leões e leoas já conquistaram o título europeu no passado (eles em 2000, elas em 2016 e 2018) e juntos somam 14 subidas ao pódio coletivo. Em masculinos, para além do título, o Sporting sagrou-se vice-campeão europeu em três ocasiões e foi terceiro classificado em quatro ocasiões. Em femininos, para além dos dois títulos, o Sporting foi segundo classificado duas vezes e terceiro classificado também duas vezes.

Esta temporada, o Sporting, graças a muitos dos seus reforços, especialmente conseguidos no panorama nacional no ano passado e também para esta temporada, como o campeão mundial de pista coberta Gerson Baldé, líder mundial do ano no salto em comprimento, ou o meio-fundista José Carlos Pinto, parte para Castellon como um dos favoritos ao pódio, quiçá ao título europeu.

Na velocidade e estafetas, o Sporting conta com Emannuel Eseme, campeão africano dos 100 metros esta temporada (que estará também nos 200 metros), com Omar Elkhatib nos 400 metros, tem Carlos Nascimento, Gabriel Maia e Delvis Santos para a estafeta curta e João Coelho, Diogo Barrigana e Delvis Santos para a estafeta mais longa. Nas barreiras, Abdel Larrinaga e Diogo Barrigana estarão entre os candidatos aos primeiros lugares e nos obstáculos também Leandro Monteiro pode distinguir-se. 

No meio-fundo curto, os leões David Garcia (800 m), Nuno Pereira (1500 m), José Carlos Pinto (3000 m) e Ruben Amaral (5000 m) chegam para assegurar boas posições (e triunfos). 

Nos saltos e lançamentos, o Sporting em também bons argumentos. No comprimento tem Gerson Baldé (que também deverá fazer o salto em altura), no triplo tem Tiago Luís Pereira, e no salto com vara (ponto mais fraco) tem Rodrigo Meneses. Os lançamentos deverão ficar entregues a Tsanko Arnaudov (recordista nacional no lançamento do peso), no disco Edujose Lima, no dardo Ilirio Nazaré, com um trunfo forte no martelo, o ucraniano Mykhaylo Kokhan (medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024). 

A formação do Playas de Castellon (campeão em 2019) e os turcos do Enke (campeões em 2016 e 2018) são também favoritos ao pódio.


Competição feminina equilibrada


Quanto à competição feminina, também aqui o Sporting está preparado para lutar por um lugar no pódio, embora tenho pontos mais fracos e de de difícil superação em relação às atletas europeias que estarão presentes na competição. Estamos a referir-nos essencialmente ao setor dos saltos (altura e vara), em que Marta Lisboeta e Joana Barreto ainda não têm nível europeu, enquanto no comprimento e no triplo Evelise Veiga, em recuperação, está longe do seu melhor e pode nem fazer as duas provas. 

Melhor está o setor dos lançamentos, com as finalistas olímpicas Jessica Inchude (peso) e Liliana Cá (disco) e a dinamarquesa Katrine Jacobsen (finalista no mundial 2026, no lançamento do martelo) a lutarem pelos primeiros lugares e com a muito progressiva Jessica Barreira (dardo).

No setor de velocidade e estafetas, as leoas têm Tatjana Pinto (100 metros) e Lorene Bazolo (200 m), também fulcrais na estafeta curta, com Beatriz Castelhano e Beatriz Andrade, e Sofia Lavreshina (400 metros), contando ainda com Carina Vanessa, Juliana Guerreiro e Clara Martinha para a estafeta longa. Nas barreiras, estarão Melissa Sereno (100 m) e Juliana Guerreiro (400 m) e nos obstáculos, Catarina Carmo deverá ser a representante leonina. 

O meio-fundo deverá ser um ponto forte, embora entregue a duas atletas: a portuguesa Patrícia Silva (800 e 1500 m), que recentemente assegurou a marca para os Europeus de Birmingham, e a etíope Thias Gebrehiwett (3000 e 5000 m).

O Sporting estará em luta direta com as turcas do Enke (campeãs em 2019) e as espanholas de Valencia Terra y Mar (bem reforçadas) e de Playas de Castellon.

Toda a informação necessária (para resultados e streaming), na página da organização (https://atletismecastello.es/eccc_castello_2026/), enquanto o histórico da participação portuguesa pode ser consultado na página Estatísticas do Atletismo Português (https://atletismo-estatistica.pt/tacas-dos-clubes-campeoes-europeus/pista-tcce/).




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