Atenção às alterações às regras...

(Foto: pexels)


O dia 1 de novembro marcará algumas mudanças (ajustamentos)  no Regulamento Geral de Competições, algumas delas em áreas (lançamentos e saltos), em que os atletas portugueses têm conhecido bons resultados.
Curiosamente, duas das alterações chegam com cerca de três meses de atraso para dois atletas que se esperava sagrarem-se campeões mundiais, mas por razões diversas, não o foram: Ivana Spanovic e Ryan Crouser, mas é bom notar que estas alterações foram propostas em Abril, bem antes dos mundiais, por isso não foram tomadas em função de...
Recorde-se: Ivana Sapanovic, no salto em comprimento faz um salto acima de sete metros, mas o seu dorsal perde um dos alfinetes e deixa uma marca mais atrás na caixa de areia. Os centímetros que aí perdeu dariam para ganhar a medalha de ouro; Ryan Crouser, na rotação do lançamento do peso bateu com o pé no rebordo do círculo na zona de trás da linha mediana do centro do círculo. Em vez do título Crouser, afetado por isso, ficou em sexto…
Pois essas são duas alterações às regras. A primeira, nos saltos horizontais dita o fim dos atletas utilizarem os dorsais com os números nas costas. Até aqui, os atletas dos saltos horizontais tinham de utilizar os números nas costas e na frente, e agora podem ter apenas na frente, tal e qual como se verifica com os saltadores em altura e com vara.
Outra alteração às regras prende-se com as regras de anulação dos lançamentos. A partir de agora, o lançamento não será nulo se o atleta tocar no rebordo superior do círculo na zona que fica detrás da linha que divide o centro do mesmo, quando faz a primeira rotação nos lançamentos (à exceção do dardo, claro)
Depois, há mais algumas regras que devemos ter em conta pois são mais visíveis, como a possibilidade de os atletas poderem colocar os tacos de partida sobre a linha de outra pista (nas provas de 200, 400 e 400 barreiras, mais concretamente, nas partidas em curvas), desde que tal não prejudique os outros concorrente. Também deixa de haver aquela “pré-zona” de aceleração de 10 m nas provas de estafeta curta (que antecedia a zona de transmissão que é de 20 metros) passando para 30 metros (tudo fica igual nas estafetas maiores).
Mudança também nos tempos que os atletas têm para realizarem os seus ensaios e tentativas nos saltos e lançamentos, que passam de um minuto para 30 segundos, quando existam mais de três atletas em competição. Esta norma não será aplicada no salto com vara (ao invés da proposta inicial) por força das dificuldades reais para os atletas, mantendo-se um minuto (já agora, todos os outros tempos para execução de ensaios e tentativas se mantêm).
Polémica será a alteração à regra das falsas partidas, que deixa de ficar resignada aos detetores eletrónicos de falsas partidas. Os juízes, em sua consciência, poderão ditar um desfecho diferente se julgarem que a falsa partida não era percetível à vista humana.  Assim, a leitura dos detetores eletrónicos será apenas consultiva, como aliás já era mas sem estar tão explicito na regra, daí algumas decisões aparentemente incompreensíveis na Liga Diamante…
Segundo o memorando retirado das “adendas às regras de competição aprovadas no Concelho da IAAF de 13 de abril de 2017, para terem efeitos a partir de 1 de Novembro”, entrará no programa oficial de competições femininas a prova de decatlo, que tem na lituana Austra Skujyte, a detentora do recorde mundial desta multi disciplina, que é de 8366 pontos (desde 15 de Abril de 2005). As disciplinas do decatlo feminino serão: 100 metros, disco, vara, dardo, 400 m, no primeiro dia, e 100 m barreiras, comprimento, peso, altura e 1500 metros, no segundo dia. Esta regra já existia, sendo que a alteração leva a afirmar que a ordem das provas poderá ser igual à ordem masculina.
As provas de estrada também contam com alterações nas distâncias reconhecidas para recordes mundiais é acrescentada à lista a prova de 5 km (em ambos os sexos), sendo retiradas para a categoria seguinte (melhores marcas mundiais) as obtidas nas distâncias de 15, 20, 25 e 30 km.

Comentários

  1. Na maioria dos casos lá vai a "rapaziada da gravata" criar mais problemas aos juízes, particularmente nas partidas das provas de velocidade. Quanto aos 30" entre um ensaio e outro, outra aberração! Mais stress para os atletas... Se é para ganhar tempo, por que não encurtam os jogos de futebol para meia hora? O jogo até ficaria mais rápido, mais fluído. E quanto à transmissão dos prolongamentos, nem pensar! Em resumo, medidas tomadas por gente que anda no atletismo mas não é do atletismo. Aguardemos pelos problemas que por aí vêm...

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