Uma "revolução" nos recorde mundiais e europeus

(Jorge Salcedo, na reunião do Conselho da AEA)


Os recentes e múltiplos casos de doping no atletismo e as inúmeras suspeitas em relação ao passado, no que diz respeito a marcas que são recordes mundiais e europeus, podem levar a uma revolução nas listas. Para ser discutido já este ano.
Na recente reunião do Conselho da Associação Europeia, foi discutido e aprovado um relatório elaborado por um numeroso grupo de trabalho que pretendia estudar a problemática dos “recordes” e “marcas” que ao longo dos anos têm deixado alguma suspeição.
No seguimento das suas discussões, o relatório aprovado, vai ser apresentado pela Associação Europeia no Conselho da Federação Internacional já no próximo mês de Agosto.
O documento aprovado propõe uma autêntica revolução nos recordes e nos procedimentos para aprovação dos mesmos, assentando em três pontos chave:
a) A marca tem que ser obtida em competições previamente aprovadas como tendo as mais altas garantias de condições técnicas e de ajuizamento;
b) Que o atleta que a obtenha tenha sido sujeito a controlos de doping nos meses anteriores à obtenção da marca (mas o documento não quantifica esse período);
c) A amostra do controlo anti-doping deverá ser armazenado e pronto para a reanálise num período de 10 anos.

O relatório aponta ainda para que, mesmo que não tenha a ver com a marca recorde, se o atleta for “apanhado” com doping em qualquer ocasião perderá o seu recorde.
Sobre as listas actuais e futuras, o relatório aponta para a manutenção das marcas obtidas nas listas de sempre, mas só devem ser reconhecidos como recordes europeus e mundiais os que forem obtidos de acordo com as novas regras.

Comentários

  1. Contradições sem sentido. A inversão do ónus da prova. Todos foram, são e serão suspeitos. E terão que provar que não pecaram, mesmo que isso seja impossível. O passado, envolto em suspeição, é penalizado nos recordes mas não nos rankings. Ou seja, passaremos a ter recordes mundiais, continentais e nacionais que são a 5ª, 10ª ou 15ª marca de sempre. Nunca apanhados, mas culpados apenas por suspeição, a maioria dos actuais recordistas mundiais, continentais e nacionais vão perder os seus recordes para aqueles que provarem ser "limpinhos", até nova prova em contrário. Mais estúpido e ilegal não há.

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