Africanos dominaram mundial de crosse

(Foto: Roger Sedres for the IAAF)

Pois foi como se esperava. Os atletas africanos dominaram quase integralmente os mundiais de corta-mato que se desenrolaram em Kampala, no Uganda. Alguns problemas nos resultados fazem com que ainda apenas sejam desfechos oficiosos aqueles que aqui comentamos. Assim, oficiosamente, segundo o “twitter” da IAAF, o Quénia conseguiu 12 das 27 medalhas em liça, sendo 4 de ouro, 5 de prata e 3 de bronze. Etiópia ficou com nove medalhas (4-4-1), o país organizador somou três (1-0-2) e Turquia, Eritreia e Bahrain conseguiram uma medalha de bronze cada.
A novidade este ano prendia-se com a inclusão de uma estafeta mista (dois homens e duas mulheres) que o Quénia venceu nesta estreia, com uma equipa composta por  Asbel Kiprop, Winfredah Nzisa Mbithe, Bernard Kipkorir Koros e Beatrice Chepkoech. Os quenianos cortaram a meta oito segundos antes da Etiópia, que alinhou com Welde Tufa, Bone Cheluke, Yomif Kejelcha e Genzebe Dibaba, que tentou recuperar muito do tempo perdido, mas já não conseguiu. Na terceira posição ficou a Turquia, com uma equipa composta por atletas que nasceram no Quénia (Aras Kaya, Meryem Akdag, Ali Kaya e Yasemin Can)!
Nas corridas para os mais jovens, o ugandês conseguiu a primeira medalha de ouro de sempre da história do mundial de corta-mato (colectivamente o triunfo pendeu para a Etiópia), enquanto em femininos, a etíope Letesenbet Gidey, defendeu com sucesso o título conquistado há dois anos, levando a Etiópia a vencer o Quénia por um ponto.
Nesta prova correram, muito discretamente, as portuguesas Beatriz Rodrigues (87ª) e Catarina Guerreiro, que desistiu.

(Foto: Roger Sedres for the IAAF)


Nas provas principais, em femininos um acontecimento nunca antes verificado numa edição dos mundiais, em qualquer escalão ou corrida: as seis representantes do Quénia ocuparam as seis primeiras posições! A campeão mundial foi Irene Chepet Cheptai, que no mês passado correu no Algarve, vencendo o Crosse das Amendoeiras em Flor. Mas, vendo mais para baixo as classificações, verificamos que nas 12 primeiras ficaram mais três atletas nascidas no Quénia, mas naturalizadas pelo Barhain!

(Foto: Roger Sedres for the IAAF)


A principal corrida masculina, que o Quénia perdeu colectivamente por um escasso ponto (!), o anterior campeão mundial, o queniano Geofrey Kamworor, conseguiu revalidar o seu título, após um final dramático do ugandês Joshua Cheptegei, campeão nacional, que esteve na frente, isolado, até aos últimos 800 metros, altura em que “estoirou”, terminando na 30ª posição, mesmo a tempo de levar o Uganda ao pódio, com dois pontos menos que a Eritreia!
Kamworor, no intervalo das edições de crosse sagrou-se campeão mundial de meia maratona.

Resumo de resultados

Estafeta Mista

1.
Quénia
22.22



2
Etiópia
22.30



3
Turkey
22.37



Juniores (Sub20) masc.:
Por equipas:
1.
Jacob Kiplimo (UGA)
22.40
1.
Etiópia
17
2.
Amdework Walelegn (ETI)
22.43
2.
Quénia
28
3.
Richard Yator Kimunyan (QUE)
22.52
3.
Eritreia
55
Juniores (Sub20) fem.:
Por equipas:
1.
Letesenbet Gidey (ETI)
18.34
1.
Etiópia
19
2.
Hawi Feysa (ETI)
18.57
2.
Quénia
20
3.
Celliphine Chepteek Chespol (QUE)
19.02
3.
Uganda
63
...





87
Beatriz Rodrigues (POR)
24.31



Des.
Catarina Guerreiro (POR)




Séniores fem.:
Por equipas:
1.
Irene Chepet Cheptai (QUE)
31.57
1.
Quénia
10
2.
Alice Aprot Nawowuna (QUE)
32.01
2.
Etiópia
45
3.
Lilian Kasait Rengeruk (QUE)
32.11
3.
Bahrain
59
Séniores Masc.:
Por equipas:
1.
Geoffrey Kipsang Kamworor (QUE)
28.24
1.
Etiópia
21
2.
Leonard Kiplimo Barsoton (QUE)
28.36
2.
Quénia
22
3.
Abadi Hadis (ETI)
28.43
3.
Uganda
72

Comentários

  1. Obrigado por nos por a par e informados sobre essa grande modalidade que é o atletismo... Um bem haja

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